Em entrevista ao programa Povo na TV, da TV Norte Amazonas, o senador Plínio Valério fez duras críticas à atuação de organizações não governamentais e apontou o que considera ser uma forte influência de interesses estrangeiros sobre a Amazônia.
Segundo o parlamentar, a região já foi amplamente explorada em termos de informações estratégicas por outros países. “A Amazônia está totalmente mapeada. Eles sabem o que tem lá, enquanto nós, muitas vezes, não sabemos”, afirmou. Para o senador, nações estrangeiras enxergam a região como uma reserva de recursos naturais para o futuro e estariam atuando para impedir o desenvolvimento econômico local.
Plínio Valério também defendeu que há uma “narrativa internacional” que busca isolar a Amazônia sob o argumento de preservação ambiental. Na avaliação dele, isso impede projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento do Amazonas, como a exploração de recursos minerais e obras de infraestrutura.
Ao comentar os desdobramentos da CPI das ONGs, que presidiu no Senado, o parlamentar disse que houve mudança na percepção da população sobre essas entidades, mas pouca evolução na fiscalização. Ele criticou diretamente instituições como o Ibama, a Funai e o Ministério do Meio Ambiente, além de apontar decisões judiciais como entraves para projetos econômicos na região.
O senador também citou o caso da exploração de potássio em Autazes, que enfrenta impasses judiciais, e afirmou que há interferência constante que impede o avanço da atividade. Para ele, a atuação de órgãos de fiscalização tem sido desigual, atingindo principalmente pequenos trabalhadores.
“Eles vão nas famílias humildes, destroem bens, causam medo e apresentam isso como avanço. Enquanto isso, não enfrentam os grandes”, declarou.
Outro ponto levantado foi a situação socioeconômica da população amazônica. Plínio Valério destacou que grande parte dos moradores vive abaixo da linha da pobreza e defendeu que a região precisa conciliar preservação ambiental com desenvolvimento econômico.
Ao final da entrevista, o senador reforçou que sua atuação política está voltada para defender os interesses do Amazonas frente ao que considera pressões externas. “Meu adversário não está aqui, está lá fora, entre aqueles que não reconhecem o direito do nosso povo de crescer e se desenvolver”, concluiu.

























